Para escolher uma COR: gosto, tendência ou contexto?

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Com a proximidade do final de mais um ano, começa a pairar no ar os questionamentos no mundo da moda e do “Decor” sobre as tendências de cor para 2017. Um breve histórico nos leva a 2010 quando a Pantone (que já foi mais “categórica”) nos apontou o TURQUESA como a cor do ano e desde então esta “vedete” passou a protagonizar o universo criativo. Outra forte aposta foi o MARSALA em 2015 que muito foi usado e abusado por diversos designers mundo afora.

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Já para 2016 a Pantone nos apresentou duas apostas muito mais suaves: o ROSE QUARTZ e o SERENITY porém, aqui no Brasil, estas cores só emplacaram em catálogos de moda infantil e juvenil feminino. Veja abaixo o vídeo do lançamento:

Mas porquê isto aconteceu? Afinal de contas a Pantone não é a “toda poderosa” do universo das cores? Antes vamos saber um pouco mais sobre a empresa: A marca PANTONE®, foi criada pela Pantone Inc. que está sediada em Carlstadt, Nova Jersey, EUA. Considerada hoje uma autoridade em cores, é mundialmente conhecida pelos seus sistemas e tecnologias de ponta criada para os processos que envolvem cores com reprodução precisa, nas etapas de seleção, comunicação e controle de cores. O nome PANTONE® é conhecido mundialmente como a linguagem padrão para a comunicação em todas as fases do processo de gerenciamento de cores, desde o designer até o fabricante, desde o revendedor e até o consumidor, em várias indústrias.

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Agora que sabemos quem é a Pantone, vamos refletir sobre o motivo de 2016 ter sido um “tiro na água”. Em primeiro lugar não só de Pantone se vive o universo. Hoje temos diversas vertentes sobre o estudo aprofundado da cor. Isto se tornou um verdadeiro mercado paralelo de impressões, teses, sugestões, erros e acertos. Para o gigantesco mundo do “Decor” algumas linhas são mais efetivas e assertivas. Uma delas é a Color Design da Politécnica de Milão, responsável pela aproximação dos estudiosos da cor com o universo industrial na Europa. Na Itália esta escola dá o tom inclusive das cores de diversas montadoras de veículos. Boa parte dos seus estudos podem ser apreciados na “Design Week” e vistos no Salone del Mobile di Milano, o iSalone. Para saber mais é só espiar: http://www.polidesign.net/it/colordesign e acompanhar tudo que é desenvolvido por lá.

Outra opinião a ser considerada é a da gigante WGSN (agência inglesa de tendências, minha preferida) que em seus últimos relatórios, por exemplo, sugere alguns destaques para os setores de moda, calçados, acessórios e mobiliário, e se mantém atual para a próxima temporada. São as cores: Crimson, Cerulean, Rose Pink e Butterscotch. Para saber mais desta verdadeira casa de “Cool hunters”: http://www.wgsn.com/en/products/lifestyle-interiors e delicie-se com o universo do mapeamento de comportamento e consumo.

Vamos espiar um pouco das cores que a WGSN está sugerindo para 2017? Veja alguns “moodboards” preparados pela Habitus Brasil com referências para industriais, arquitetos e designers visualizarem o conceito das cores eleitas:

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Para a Pantone as tendências são diferentes, apesar de ainda não ter anunciado suas apostas, o catálogo de sugestões já foi divulgado e por esta imagem abaixo podemos ter alguma noção do que vem por aí.

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Conforme foi dito por Fernando Ratis e Patrícia Blümel: “Nossos olhos também aprenderam a apreciar nuances sutis nas cores, em diferentes intensidades. E na medida em que nosso conhecimento de cor cresce, o mesmo acontece com a nossa confiança de usar e experimentar elas em novos projetos.”

A utilização dessas paletas de cor de forma assertiva em um projeto de interiores ou mobiliário significa um ponto importante de diferenciação, personalizando ao máximo os ambientes criados. Cada projeto deve ser inspirador e pessoal, feito sob medida para criar uma casa que se adapte ao estilo e personalidade do morador!

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Cabeceiras… o segredo é a proporção!

Sabe qual detalhe pode transformar a decoração do seu quarto? Parabéns para quem respondeu “cabeceira de cama”! A cabeceira pode fazer toda diferença na decoração. Atualmente a diversidade de modelos para cabeceiras de cama é gigante e isso dificulta na hora de saber qual é a melhor opção para se colocar na sua decoração.

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Afinal, quantos tipos de cabeceiras de cama você conhece? Quais modelos você mais gosta?É natural gostar de estilos e modelos diferentes para a cabeceira de cama, mas na hora de fazer a escolha o correto é pensar em qual vai se encaixar e valorizar a decoração do seu quarto. Antigamente as camas já vinham com a cabeceira em sua composição.

Agora a versatilidade das confortáveis camas box, fazem com que tenhamos de colocar a criatividade e o bom gosto para trabalhar! Uma cabeceira de cama deve ser, bonita, confortável e criativa. Existem cabeceiras de cama para todos os gostos, bolsos e necessidades. Basta escolher o modelo ideal, que vai ajudar no design de interiores do seu lindo quarto.

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Utilidade: Você sabe para o que realmente serve a cabeceira? Muitas pessoas acham que ela é apenas um detalhe meramente decorativo, uma parte estética do design do quarto, mas estão enganados. Logicamente que a cabeceira embeleza o ambiente, esta é uma de suas qualidades e atributos, mas ela também tem sua utilidade prática. As cabeceiras de cama são um ótimo exemplo de objetos que perpetuaram durante séculos. Na Grécia antiga e no renascimento elas serviam como encosto, já que nas camas se faziam as refeições e recebiam convidados. Em locais mais frios a cabeceira era utilizada para ajudar a conter o frio e vento. Na Idade Média elas começaram a ser extremamente elaboradas, esculpidas em mínimos detalhes, recebiam acabamentos fantásticos e começaram a ser revestidas com tecidos. Atualmente temos nossas mesas de jantar para comer, salas para receber visitas. Porém continuamos precisando e amando nossas cabeceiras de cama.

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As Cabeceiras são:

  • Práticas
  • Confortáveis
  • Acolhedoras
  • Lindas

Elas nos protegem de batermos a cabeça na parede de noite, ajudam a nos deixar mais confortáveis, e esteticamente facilitam a delimitação do espaço da cama. Fazendo assim seu quarto ser ainda mais apaixonante!

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A ESCOLHA PERFEITA…

É necessário saber que qualquer detalhe de uma decoração pode valorizar ou não o ambiente, por isso a escolha de sua cabeceira de cama é tão importante. Por ser um item removível, ela pode ser utilizadas em diversos quartos, por isso é uma ótima aquisição para todas pessoas, inclusive as que moram de aluguel. Por serem peças soltas, elas possibilitam que a decoração seja alterada facilmente.

Mas sempre que vamos escolher uma cabeceira, temos que levar alguns detalhes em conta.

  1. Comprimento do quarto
  2. Altura do pé-direito do quarto
  3. Utilização do quarto
  4. Conforto desejado

Obtendo os itens a cima, você vai conseguir encontrar qual o melhor design de sua cabeceira, e qual irá suprir as necessidades do proprietário do quarto. Observe o esquema abaixo:

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Na imagem a cima, vimos quais tipos de cabeceiras se encaixam melhor com cada ambiente. Agora vamos detalhar cada tipo de cabeceira e os ambientes que elas se encaixam:

  1. QUARTO ESTREITO:

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O quarto estreito, é aquele ambiente onde existe pouco espaço nas laterais, sendo assim, tem um tamanho reduzido. Quando vamos inserir objetos e móveis em um cômodo assim, devemos tomar cuidado para não diminuir ainda mais o ambiente.

Na hora de escolher a cabeceira, o ideal é que, para um quarto estreito, ela consiga cobrir todo o comprimento da parede, e que seja baixa (aproximadamente 30cm, ou menos, a cima da altura da cama).

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Isso faz com que alonguemos o quarto, aumentando visualmente o ambiente, não provocando a sensação de claustrofobia, deixando um visual mais amplo e aconchegante. E ainda assim, quando o ambiente é pequeno em exagero, a cabeceira deve ter os tons da parede de fundo, pois igualando as cores, não “cortamos” o tamanho da parede com nenhuma divisória, deixando que nossa vista pense que o ambiente é maior, ou pelo menos, não tão pequeno.

Então quais são os requisitos para se ter a cabeceira de cama ideal para quartos estreitos? As cabeceiras devem ser:

  • Baixas (apenas um pouco a cima da altura da cama)
  • Compridas (tomando conta de toda a largura/comprimento da parede que está inserida)
  • Com cor uniforme (para ambientes muito pequenos)

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Essa escolha da cabeceira de cama longa e baixa, também serve para quartos com o pé-direito muito alto, assim ela da uma diminuída na altura do quarto, deixando ele mais proporcional e agradável!

2. QUARTO BAIXO (quarto com altura do pé direito baixo):

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A Cabeceira de Cama ideal para quartos baixos, é a cabeceira que o alongue, que o deixe mais alto. Você já ouviu dizer que roupas com listas verticais emagrecem e deixam a pessoa que a veste mais alta? Pura verdade! E é isso que a cabeceira, ela deixa o quarto mais alto, por formas uma “lista” alta, de preferencia que vá até o teto, deixando o ambiente mais uniforme.

Isso também é valido para locais onde as paredes são muito largas, a cabeceira curta e alta, provoca uma uniformidade visual, deixando sua decoração mais alinhada. Cabeceira ideal para ambientes com pé direito baixo ou mediano. Além de que as cabeceiras altas são super clássicas e bonitas, mas podem ter uma pegada mais ousada, só depende de seu material e design aplicado nela.

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Então quais são os requisitos para se ter a cabeceira de cama ideal para quartos baixos? As Cabeceiras devem ser:

  • Altas (como uma lista vertical que vai do chão ao teto).
  • Curtas (ocupando um espaço pouco maior que a medida da cama).
  • Com cor contrastante (uma coloração que a faça se destacar no ambiente).

 

3. QUARTO MÉDIO OU PROPORCIONAL:

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Um ambiente proporcional é sempre mais fácil de se decorar, pois não existe a necessidade de se corrigir os disfarçar as imperfeições, como altura e largura. Por isso neste tipo de ambiente você pode brincar mais com as formas e tamanhos de sua cabeceira. Mas o ideal é que se siga essa proporcionalidade, mantendo a cabeceira em uma medida que não aumente, nem diminua o cômodo. Isso se chama “Alinhamento com Folga”.

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Isso significa que a cabeceira ideal de um quarto proporcional, deve ter a metade do tamanho da parede em que será inserida. Em outras palavras, a altura da cabeceira de cama deve ter a metade do tamanho da parede. Para este simples cálculo é apenas necessário se ter a altura da parede, dividir este valor por 2, e pronto, ai está a altura ideal de sua cabeceira. E a parte lateral da cabeceira deve ter em média uns 30cm.

Então quais são os requisitos para se ter a cabeceira de cama ideal para quartos proporcionais?

As Cabeceiras devem ser:

  • Médias (tendo como altura, a metade da altura da parede)
  • Não muito longas (uns 30cm de sobra de cada lado da cama)
  • Com a cor que você desejar (contrastante ou uniforme)

 

O DESIGN…

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Existem diversos modelos de Cabeceiras de Cama, feitos com muitos tipos de materiais e revestimentos.

  • Madeira
  • Couro
  • Tecido
  • Adesivo
  • Cimento
  • Acrílico
  • Pedra (natural ou retro-iluminada )

Entre muitos outros materiais que podem ser utilizados para fazer ou revestir sua cabeceira de cama. E por isso essa escolha é tão importante e divertida de se fazer.

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Na foto acima uma cabeceira de mármore travertino italiano retro-iluminado (Slimstone) com cama em dossel para os arquitetos Marcelo Minuscoli e Melissa Martini – Casa Cor RS 2014. Muita ousadia e sofisticação para um ambiente elaborado para uma mostra de decoração.

O principal é ter harmonia! Quando falamos de harmonia em decoração não estamos falando de algo totalmente “combinadinho”, e muito menos tudo da mesma cor e mesmo material. Queremos dizer que as coisas precisam se complementar no design de interiores. E logicamente quando vamos decorar o quarto, existe a necessidade de que os móveis conversem entre si pois harmonia é essencial; e lembre-se… o segredo está na proporção!

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Agora um pequeno “mix” de imagens de diversas cabeceiras possíveis e imagináveis.

CASA – Cada um na sua… identidade!

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Você pode ter estranhado um pouco o título, mas ele é direto para uma constatação intrínseca do ser humano: não tem nada mais representativo – e diga-se de passagem seguro – que a nossa própria casa. Essa representação citada é a nossa identidade pura, com as culturas vivenciadas e com o conhecimento adquirido durante toda vida. É nossa forma de ver, sentir e se relacionar com o nosso mais íntimo, onde nos sentimos bem, confortáveis e tranquilos.

Em uma palavra: Único (como cada ser humano).

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Parte desse contexto, como um dos protagonistas, estão os móveis. Cores, estilos, matérias-primas. De móveis que se mantém quase que eternos ao tempo, passando de pai para filho, chegando a neto, bisneto; ou peças quase tecnológicas, representando uma sociedade moderna ou até mesmo futurista. Os móveis representam – e muito – a identidade humana e as tendências de comportamento.

“A casa brasileira, como qualquer outro lugar, é resultado da cultura do seu povo. E isso passa diretamente pelos móveis, com toda certeza. Historicamente, inclusive, o design do mobiliário e sua produção tiveram que se adaptar à evolução tecnológica e a consequente mudança de hábitos”, afirma Ivens Fontoura, designer, museógrafo e crítico de arte e de design.

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A era da Globalização personalizada

Personalização e customização, ou seja, a inserção da própria identidade nunca esteve tão latente e em alta como nos dias atuais.

Apesar de estarmos 100% globalizados e conectados, expor nossa própria versão das coisas, saindo do eu-mundo, para o meu mundo, é sinônimo de valorização, de reconhecimento, de se sentir bem.

E isso está ficando presente em tudo: do e-mail segmentado ao seu gosto, que você recebe na “melhor hora”, passando pela costura sob medida ou da estampa única de uma roupa. Nos móveis, mais do que nunca, vem se tornando uma exigência do consumidor moderno.

 

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IKEA: “Você me entende…”

Exemplo disso, é uma coleção de móveis lançada pela sueca IKEA em 2014. O portfólio traz produtos sob medida para quem está em constante viagem e mudanças.

Extremamente segmentado e personalizado (jovens viajantes com estilo moderno).

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Conceituados por uma equipe de jovens designers da marca, que vivem como o público-alvo (ponto para a IKEA!), os móveis são multifuncionais, práticos e ocupam pouco espaço – tudo com muito design, sem contar ainda a proposta de faça você mesmo.

Outro exemplo é o de um fabricante de móveis brasileiro. Em artigo publicado no site, chamado “Customização e Personalização: a arte de tornar o seu mundo um reflexo de você”, eles tratam a questão com afinco.

“Para garantir que nossos móveis sejam capazes de traduzir o estilo de cada cliente, contamos com uma imensa gama de acabamentos em diversas tonalidades e texturas, o que garante nossa capacidade de personalização. Mas se personalização se refere a estilo, customização diz respeito à forma. Com nossa liberdade de modulação, sem restrição de medidas, garantimos o desenvolvimento de ambientes customizados, materializados de acordo com as necessidades de funcionalidade e tamanho de cada cliente”.

Você sabe qual é o seu estilo?

Se a resposta for não… “don´t worry”! A busca pela identidade pode ser muito divertido, ainda mais quando nos referimos a arquitetura, decoração, design e móveis; portanto divirta-se!

E não se cobre: não há certo ou errado. Apenas identidade.

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Casa Cor SP 2016, um raio-x…

Sempre que se fala de Casa Cor SP pensamos em inovação, lançamentos, belas montagens e grande investimento. A poucos dias visitei a mostra e conferi de perto o que foi apresentado. Este ano foi “quase” igual, só faltou o último ingrediente. A mostra está bem menor do que nos outros anos e o time de profissionais que participa também perdeu um grande número de ilustres e notórios. O que importa é que os demais ingredientes estavam lá, em alguns ambientes muito bem representados! A edição deste ano é comemorativa aos 30 anos da Casa Cor e o clima de festa era evidente.

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Acima um dos ambientes mais bacanas: Tributo aos 30 de Roberto Migotto, um estar com gabinete e bar com base cromática nude, numa referência dupla aos 30 anos de Casa Cor e a década de 30. As paredes em pergaminho são um charme a parte!

Abaixo outro presente aos olhos e ao bom gosto: a atemporalidade de um assertivo projeto de João Armentano para a grife Ornare. Uma proposta conformada através de ambientes integrados, paredes forradas de painéis de madeira e o máximo dos móveis ocultos.

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Ao longo da casa pode-se perceber uma mistura eclética entre o art déco, o clássico e o moderno, sempre fazendo a composição certa dentro daquilo que a mostra Casa Cor Paulistana tem de melhor: descolada harmonia! Abaixo diversos “insights” que ilustrarão muito bem o tema.

 

Destaque especial para alguns ambientes realmente interessantes, como “Cinema em casa” de Bruno Gap, “Living e Jardim de Inverno” de Dado Castelo Branco, “Espaço Deca” de Marina Linhares e o “Gabinete de Criação” de Patricia Anastassiadis, respectivamente.

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URBANA matéria



URBANA matéria é o alto impacto cênico deste estilo tão contemporâneo, a ideia de conceitos e estilos urbanos criam atmosferas novas, recriando espaços de convívio cheios de personalidade e que tem ganhado cada vez mais espaço no mundo globalizado. São ambientes que seguem esta “alma urbana”, servindo de tema e inspiração para diversos arquitetos e designers.


Os revestimentos e/ou móveis surgem plenos de efeitos e texturas em constante evolução, projetando novas tendências e demandas de consumo. Por esta razão, alguns laboratórios estão dedicados ao estudo deste metropolitano.


A linha “Urban Matter” tem grande impacto em materiais que remetem a cidade, seus espaços cinzas, com mesclas e panos metálicos variados, com efeitos brilhosos, foscos e desgastados, podendo assim agradar a todos os estilos e gostos. Este estilo casa bem com o contemporâneo, realista e imperfeito, apresenta um aspecto heterogêneo de suas superfícies que são basicamente inspiradas pela vida cotidiana.
Pode ser observado, por conseguinte, que a novidade surge com superfícies de aço, concreto e Corten mantendo o “aspecto bruto da mistura” que junto ao calor da madeira criam um toque urbano fantástico e que se presta a usos mais criativos que dão à imaginação todo o espaço e a possibilidade de criação de uma infinita variedade de efeitos e única de cada vez, ou misturados entre si.

Detalhe: Efeito de aço, metal, concreto e cimento, cores de estilo industrial com caráter elegante e discreto oferecem interpretações próprias de cada material natural. O uso de diversos tons, brilhosos e “oxidados” com diversos tons quentes ou bem neutros fazem par com madeira, preto e branco.

Esta Macrotendência repousa junto a um olhar mais vintage, proveniente da moda e do design, o qual foi selecionado de acordo com o estudo de tendências em comportamento e consumo do mundo moderno. Gostando ou não, esta casa contemporânea e cosmopolita ganhou força nos últimos dois anos (como se viu nas coleções apresentadas em Milão) e deve seguir forte até 2018, respeitando o ciclo natural de renovação de estilos.

O closet dos sonhos…

Seja do tamanho que for, um bom closet povoa os desejos de todas as pessoas modernas que sofrem com a falta de lugar para tantas coisas. Não só guardar, mas organizar! Sim… tem diferença se você for um pouco mais metódico e gosta de ver e localizar tudo o que precisa sem estar sempre na busca da “arca sagrada”. Quem nunca perdeu “aquela” blusa que tanto quer usar hoje que atire a primeira pedra!

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Quem gosta de closet não vai deixar de lembrar da célebre fashionista Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker em Sex and the City) que teve 3 closets muito diferentes durante os dez anos do seriado, mais 2-3 anos com os filmes que sucederam a história. No apartamento onde a personagem viveu boa parte dos seus anos em NY ela tinha um bem caótico, que faltava lugar para suas roupas, que foram parar até dentro do forno.

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Já no segundo closet, na cobertura dos sonhos onde ela iria morar com o grande amor de sua vida, Mr. Big, com certeza não faltaria lugar para nada, nem para sua fixação por sapatos. Aliás foi neste closet que o casal faz as pazes no final do 1o. filme, bem ali no chão mesmo. Bendito par de Manolo´s azuis!

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Pois é, mas mesmo com o closet dos sonhos a vida não foi perfeita para Bradshaw… mas seguindo na narrativa, já no 2o. filme, Carrie e Big se casam e vão morar juntos num apartamento mais tradicional (comparado a cobertura do anterior) e lá sim, um outro closet com muito charme e irreverência. Não é preciso mais que 3 segundos para perceber a diferença entre o lado dele e o lado dela, ambas personalidades estão lá estampadas, frente a frente.

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Depois desta ilustração com a personagem Carrie Bradshaw vamos para uma parte importante: existem medidas básicas, mas nunca um projeto padrão. Cada pessoa tem sua maneira de guardar as coisas, roupas, calçados e etc. Um closet ideal é aquele que consegue acomodar, do seu jeito, todas estes itens. Portanto o espaço (ou armário) só atingirá seu objetivo se tiver um pouco de você nele. Um exemplo claro disto são as calças: tem quem goste de guardar pendurada individualmente em cabide, tem quem prefere dobrada em 2 ou 3 partes junto aos demais dobrados e tem quem prefira cabides coletivos ou então um bom calceiro.

No detalhe dois modelos de calceiros fantásticos, o primeiro é escalonado e mesmo com o formato frontal acaba mostrando todas as peças.

Já o segundo é o campeão de preferência e acomoda as calças de forma lateral.

As medidas utilizadas como padrão para as peças apenas balizam a base da composição, podendo ser adequadas no projeto para abrigar todas particularidades dos usuários e suas inúmeras necessidades. Abaixo uma pequena noção delas. Na parte de dobrados sugiro utilizar uma medida entre 30 e 35cm, evitando grandes e bagunçadas pilhas.

Com relação aos acessórios a oferta no mercado é grande, existem lojas especializadas que vendem verdadeiras fórmulas milagrosas de como organizar os espaços de seu closet e facilitar em muito o seu dia a dia. Tem separadores de gaveta em diversos materiais como mdf, couro, plástico, veludo, acrílico, etc. que acabam por ampliar a capacidade de armazenamento. Outro item interessante são os cabideiros, gavetas e prateleiras iluminadas; estes ajudam na visualização das peças armazenadas. Gavetas verticais para sapatos auxiliam a melhor utilização da profundidade da caixaria do móvel, evitando o desperdício de espaço. Além destes, nem precisa falar que não dá para esquecer um bom e grande espelho, de preferência de corpo inteiro!

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Sobre o estilo ele pode (e deve) variar com o seu gosto particular e seu “life style”. Aqui vou expor alguns que acho bem interessantes: escuros, com estruturas e detalhes metálicos, linhas contemporâneas. Evitando excessos desnecessários, sempre mais retos e bem distribuídos, com muitos acessórios e praticidade.

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Para encerrar separei dois itens a serem pensados se não seriam ouro em pó dentro de um bem planejado closet: ferro de passar roupas auxiliar para dar aquela retocada numa peça antes de finalizar o look e uma tulha de roupas sujas, caso tenha o real hábito de trocar as roupas dentro do ambiente, principalmente se estiver integrado ao banheiro. Bacana, não?

 

 

 

 

Eurocucina – Milão 2016

Em anos pares, junto ao Salone del Mobile, temos a Eurocucina: uma feira especializada em cozinhas onde vemos as novidades em mobiliário, eletrodomésticos e demais acessórios.

Algumas empresas em particular chamaram minha atenção, uma em cada estilo. A italianíssima e famosa Veneta Cucine apresentou uma linha mais contemporânea, toques urbanos e cosmopolitas. 

   

   


Os materiais utilizados são tecnológicos e modernos, combinações clássicas de branco e cinza com outras texturas. Efeitos de luz dentro e fora das caixarias. 

  
 Esta cozinha em especial apresenta um detalhe “entalhado” na porta, onde depois encaixaram o puxador metálico linear. A proposta simples visualmente não é nada fácil de executar quando se conhece os atuais sistemas de produção utilizados pelos fabricantes no Brasil. 

 Elementos em relevo, usados com painéis e iluminação criam mini recantos dentro da cozinha.

Uma outra empresa, a austríaca Team 7, tinha um estande muito interessante e o clima proposto era completamente diferente. A ideia dos designers foi apresentar cozinhas práticas e modernas no quesito eletros e acessórios, porém com muito charme e “bossa” para o mobiliário.    

    
 Base que surge como banco e gavetão, ambiente para conviver.

   

   
Volumetria simples mas com ares humanizados e toques rurais criaram uma atmosfera muito aconchegante. Depois de adquirir uma cozinha destas você deve apaixonar-se por culinária e usar o espaço com muito prazer no preparo de todo tipo de pratos.

  No detalhe uma bancada com sua pequena horta doméstica (sugiro temperos e não abóbora… hehehe) fazendo da cozinha um verdadeiro cenário para cozinhar!

Combinações de cores óbvias e combinações volumétricas similares que por fim ganham personalidade através dos demais detalhes.   

   

Tendência ou acaso? Milão 2016

Vou começar expondo um ponto de vista particular: a palavra tendência é perigosa, ela abre muita margem para erro! Tendência não é palpite… é algo que se estuda, mapeia e confirma com dados precisos. 

Agora que consegui separar a esfera do “palpite particular” deste assunto posso mostrar um pouco das tendências vistas em Milão na iSaloni deste ano. Andiamo insieme?

  [foto acima] Para a famosa grife Diesel “rosa” será tendência no decor descolado e moderno. Uma peça, duas talvez… três não porque já vira casa de boneca. E sem esta de dar exatidão Pantone para as cores, ok? Abaixo temos Moooi e Divano na mesma linha!    

Num visual urbano e masculino [fotos abaixo] ainda seguindo a Diesel, vemos o preto, o cinza e os metalizados com força máxima. Tecidos mais encorpados como couro, lona e sarja reforçam este conceito.     

No chão pode usar tapete felpudo (chinês) com brilhinho? Não! Por favor! Tapetes são peças com personalidade e cheios de charme, não deixe de aproveitar este item como peça chave do seu projeto. Abaixo sugestões abusadas, clássicas ou até discretas.     

E o famoso preto/branco? Ainda se usa? Não se viu em nenhuma composição de ambientes a mistura de cores impessoais… principalmente o branco! Segundo os estudos o branco e o prata estão momentaneamente em desuso, mas o off-white ainda é um clássico. Já o preto (cfme já visto acima) segue firme nas ambientações contemporâneas.     

Se para ambientes não se percebe preto/branco… Nos tecidos eles seguem unidos em estampas tipo alfaiataria como o pied-de-poupe.   

E as macrotendências que vimos ganhar força em 2015? Seguem firmes, com poucas alterações. O verde perde espaço para o azul, mas o amarelo e os terrosos mais os vermelhos aparecem como detalhes poderosos em ambientes de fundo e base neutros (cinzas claros, beges e marrons). 

    
  

Outro item à destacar é o contínuo e renovado uso de peças soltas, conformando ambientes modernos, leves e com possibilidade de fácil renovação.          

Dica importante: cuidado especial ao conformar ambientes grandes com muitas peças… Você não quer que sua sala pareça um lounge de bar, certo?   

Fuorisalone – Milão 2016

A Fuorisalone é parte da Milano Design Week e acontece por toda a cidade; são exposições paralelas ao grande salão que por vezes mostram um lado mais inovador e provocativo do design.

  
Na foto um exemplo: Cactus Chair da Citröen. Estes embriões do design são uma busca de grandes empresas por aperfeiçoar seu traço, melhorando seus produtos de verdade (no caso, automóveis).

   
 

A Land Rover tb estava presente pelas ruas de Milão com sua Evoque conversível e aramada. 

Na região da  Tortona, a mais tradicional da “Fuori”, se instala a Moooi Carpets com seu estande fantástico e extremamente bem ambientado. Seus carpetes e tapetes são lindos e com personalidade ímpar.   

    
    
 

Um detalhe em especial na mostra da Moooi foi a iluminação com pássaros de luz (Perch light) criados pelo inglês Umut Yamac (família turca). Abaixo o criador e suas criaturas.    

  

 
 

Além da Tortona, outras duas regiões de Milão ficam efervescentes nesta época: Brera e Ventura Lambrate. Vale fazer o giro completo, não esquecendo do retorno da Triennale ao roteiro principal. Pode-se encontrar de tudo: de cartões tridimensionais, bolsas e chinelos personalizados a carros, móveis (óbvio) e luminárias. Até uma releitura da Última Ceia tinha por lá!