Conexão Nova York 01 – Combinate …por aí!

Enfim NY! O tema do blog será arte e como palco temos o Museu Guggenheim, em especial numa exposição onde a força das cores primárias serve de grande fonte de inspiração para um consagrado artista: Yves Klein, francês nascido a exatos 87 anos (hoje é 28/04/2015) e sobre sua cor tema: o azul crepúsculo (minha definição, a do artista é muito mais elaborada…)! Esta cor também é conhecida como azul IKB (International Klein Blue), definida por seu “criador” como “uma sombra de azul solta no vazio infinito do espaço”. Enfim, a força da cor em sua obra está estampada numa instalação (hoje em exposição) no Museu Solomon R. Guggenheim. Veja na imagem abaixo do que estamos falando e conheça o azul IKB:

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Aqui uma imagem externa do museu, que na foto está casualmente ambientado pelos táxis amarelos, um dos cartões postais mais expressivos desta cidade fantástica: Nova York!

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Mas voltando ao tema principal, Yves Klein nasceu em 28 de abril de 1928, em Nice, França . De 1942 a 1946, estudou na École Nationale de la Marine Marchande e na École Nationale des Langues Orientais Vivantes. Na época se tornou amigo de Claude Pascal e começou a pintar. De 1948 a 1952, ele viajou pela Itália, Reino Unido, Espanha e Japão. Em 1955, Klein se estabeleceu definitivamente em Paris, onde teve sua primeira exposição individual. Suas pinturas monocromáticas foram mostradas no Galerie Colette Allendy, Paris, em 1956.

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Em 1957, Klein entrou em seu bleue époque (período azul); este ano uma dupla exposição de sua obra foi realizada na Galerie Iris Clert e na Galerie Colette Allendy, em Paris. Em 1958, Klein esvaziou a Galerie Iris Clert, repintou as paredes de branco e apresentou o vazio do espaço como uma obra de arte na exposição conceitual inovador The Void (La voide). Em 1960, Klein patenteado Klein Blue Internacional (IKB), uma cor de tinta que ele criou com a ajuda de um varejista de produtos químicos. Klein foi inspirado a desenvolver IKB depois de procurar um tom de azul que efetivamente representasse o vazio infinito do espaço, a erradicação da divisão da terra e do céu.

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Em 1961, a Klein foi dada uma retrospectiva no Museu Haus Lange, Krefeld, Alemanha, e sua primeira exposição individual dos Estados Unidos na Leo Castelli Gallery de Nova York. Ele e o arquiteto Claude Parent criaram neste ano um projeto com fontes de água e fogo, batizadas de Fontes de Varsóvia (Les Fontaines de Varsovie), para o Palais de Chaillot, Paris. Uma de suas instalações de fogo está no Guggenheim Bilbao Museo e foi batizada de Fire Fountain (Fontaine de feu). Klein morreu em 6 de junho de 1962, na sua amada Paris.

Nem só do azul IKB viveu Yves, prova disto é sua obra chamada: Untitled red monochrome (M 63) feita numa incursão a Tókio.

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Conexão Milão 04 – Combinate …por aí!

Por que Milão é tão importante? Por que o I Salone del Mobili atrai tanto público? Qual a mágica os italianos fazem para serem a maior referência do planeta quando o assunto é design? Para responder a parte destas perguntas vamos aos números da 54a edição da feira.

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Segundo a assessora de imprensa, Marva Griffin Wilshire, este ano (2015) tiveram 310.840 visitantes, sendo que destes 69% eram estrangeiros. A maioria destes eram chineses e alemães. Os organizadores do evento também se espantaram com o grande número de visitantes vindos da Arábia Saudita, Líbano e Egito. Uma grata surpresa foi o retorno dos visitantes russos que a muito não circulavam por lá. O presidente do salão, Roberto Snaidero, exaltou que estes dados confirmam que a feira mostrou o que as indústrias do design e mobiliário italiano tem de melhor, bem como a qualidade no atendimento aos visitantes e os sólidos negócios fechados durante o evento.

Além dos dados do salão principal, os organizadores também revisaram as informações referente ao I Fuori Salone (Salone Satellite) onde se viu o trabalho de mais de 700 designers espalhados por 35 partes da cidade, sendo Brera e Tortona as mais importantes regiões.

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Dentro do I Salone del Mobili era visível a divisão e foco das indústrias para com o seu mercado consumidor. As marcas mais contemporâneas, como por exemplo Flexform, Poltrona Frau e Molteni, apresentaram um design mais ocidental, bem nativo das atuais escolas italianas e espanholas, onde vemos linhas retas e uma certa limpeza formal, agradavam a maioria do público da europa, das américas e também de boa parte do oriente.

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Por outro lado as empresas como a Visionnaire Home Philosophy(www.visionnaire-home.com) buscavam o cliente que prefere o “total glamour” para morar, algo para os bilionários do mundo todo, em especial aos sheiks do oriente médio. Veja a diferença!

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Conexão Milão 03 – Combinate …por aí!

Seguindo com a apresentação do que se viu na I Fuori Salone de Milão 2015 vou dividir algumas informações e fotos.

1. Louis Vuitton – Em pleno Palazzo Bocconi a famosa grife apresenta sua coleção Objets Nomades em parceria com grandes nomes do design mundial como Marteen Baas, Patricia Urquiola e os brasileiros Irmãos Campana (com duas peças lindas).

   

                

2. Molteni – Para festejar seus 80 anos a empresa ocupa parte da GAM – Galleria d’Arte Moderna de Milão e exibe junto com obras de arte de 1a grandeza (Picasso, Manet, Van Gogh…) seus ícones de design. Detalhe para a mesa de Jean Nouvel.

   

                

3. Valcucina – Uma das mais famosas fabricantes de cozinha na Itália apresenta suas novas coleções. Contemporâneas, arrojadas e displicentes!

   

                

4. Boffi – Especializada em banhos e cozinhas, o showroom da empresa em Brera é um dos pontos mais visitados do circuito. Veja o motivo!

 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 

5. Salvatori – Esta vanguardista empresa de mármores preparou um espaço muito interessante para o I Fuori. Inovação em texturas e simplicidade formal são os temas.

 

  

  

  

  

 

6. Armani Casa – A grife sempre à frente na moda, este ano, deixou muito a desejar no assunto design. A badalada loja não mostrou nada de novo no seu mobiliário, vale apenas como registro. Dica: a tendência de cores nos tecidos era o ponto forte!

 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

Conexão Milão 02 – Combinate …por aí!

E o que se via na I Fuori Salone? Primeiro vale tentar explicar um pouco o que seria o “Fuori” do qual tanto se fala! A Design Week de Milão é uma expressão gigante do design, arte, decoração e etc. No I Salone (del mobili) estão as empresas fabricantes de móveis, objetos decorativos e etc. Da mesma forma que na Euroluce vemos os fabricantes de objetos, equipamentos e sistemas de iluminação. Já na I Fuori vemos outras informações que festejam, preparam, adicionam, completam o salão principal. É uma festa de design espalhado pelos bairros, ruas, museus e lojas de Milão.  Veja do que estou falando:

                  

Nas visitas feitas na região da Tortona, aplausos para a instalação sensorial da Lexus e ao maravilhoso e artístico showroom da Moooi Carpets. 

Mais alguns “inputs” de I Fuori Salone:

   

                

Uma das melhores experiências vividas neste ano na I Fuori foi a participação na apresentação da Color Design com a italiana Francesca Valan, uma autoridade no assunto. 

Em breve não perca o terceiro post sobre Milão 2015, onde vou falar e mostrar da parte mais nobre da I Fuori com os “inputs” de Louis Vuitton, Molteni, Valcucina, Salvatori, Boffi e Armani Casa!

Conexão Milão 01 – Combinate …por aí!

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Então estamos falando de Milão, a cidade da moda, arte e decoração mais importante da Itália. Então estamos falando da “Design Week”, com todos os olhos do mundo pousados sobre o que o I Salone del Mobile, a Euroluce, o I Fuori Salone e todos os demais eventos artísticos e culturais apresentarão ao mercado de todo o planeta. Estamos falando também de lançamentos, tendências, moda, arte, cultura, etc. Um espaço que pode-se dizer democrático pois além dos inúmeros pavilhões principais da feira, podemos ver ao longo de todos os lados da cidade expressões humanas, formatos diferentes de cultura, produção artística ou meramente comercial mas, de toda forma, sinais evidentes da necessidade humana de produzir algo e expor ao mundo sua criação. Estamos falando da cidade sede da próxima EXPO 2015.

Comercialmente o I Salone é, sem dúvida alguma, o centro das atenções. Espaço que abriga as principais marcas e fabricantes de móveis do mundo e que é capaz de fazer pessoas do mundo todo atravessarem oceanos e vir presenciar o que Milão oferecerá. Armani, Bontempi, Edra, Flexform, Kartel, Missoni Home, Moroso, Natuzzi, Poliform, Poltrona Frau, Vitra e A Lot Of (brasileiríssima com uma coleção dos Irmãos Campana – segunda foto deste post) são as marcas que puxam a frente, apresentando suas novas coleções de mobiliário.

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Breve vou escrever sobre a I Fuori Salone, acompanhe!

Acompanhe pelo Instagram: Combinate Design ou aqui mesmo no blog (na coluna lateral direita) as imagens que estou selecionando especialmente aqui em Milão.

Combinate …por aí!

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Durante os meses de ABRIL e MAIO a Combinate vai concentrar esforços e dar uma circulada pelos locais mais quentes do mundo do design, decoração, arte e cultura em geral. Não deixe de seguir também pelo Instagram: CombinateDesign, principalmente a cobertura de Milão. Vais ser mais ou menos assim: muitos clicks, muitas informações… entrou wi-fi… eu já postarei!

Paixão, persistência e arte

A dias vinha refletindo sobre o que escrever, muitas ideias, muitos assuntos… finalmente a inspiração veio através de uma imagem que divido com vocês.

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Aqui nesta foto o “cantinho” das caixas iluminadas no atelier do talentoso (e famoso) artista, foto obtida no local em 13/07/13. Quando passei por esta fotografia no meu banco de imagens particular a inspiração bateu e resolvi escrever e contar um pouco desta história de “arte e paixão”!  Era por volta de março de 2012 e estávamos envolvidos num projeto para uma mostra de decoração. Nosso espaço tinha muitas portas e janelas, mas tinha uma única parede “livre” onde queríamos uma tela muito especial. Como de praxe, estava folheando algumas revistas, olhando as matérias e lá estava o meu objeto do desejo: uma tela linda, feita como uma escultura de papel, numa matéria de página inteira sobre o artista Enrique Rodriguez. Era amor a primeira vista! Mais do que depressa pesquisei sobre sua obra, onde havia exposto, tudo que já tinha produzido no meio artístico e no outro dia telefonei para São Paulo para fazer o convite de expor seu trabalho em Porto Alegre. Depois de ser atendido por seu assessor recebi a informação de que o artista estava envolvido em diversos projetos e que seria inviável me ceder seu material, mas que o canal ficava aberto para novas oportunidades. Durante algum tempo mantivemos contato através de redes sociais, apesar da tentativa frustrada, a admiração pela obra seguia firme, inabalável. Alguns meses se passaram e visitei o Galpão Enrique Rodriguez (Rua Matias Aires, 61 – Consolação – São Paulo / SP) e pude conhecer ao vivo o trabalho desenvolvido por toda sua equipe e a pessoa encantadora do artista. Um gênio, um mago, um perfeito alquimista; ser humano que transpira doçura e generosidade. Estávamos num grupo de 4 pessoas e circulando pelo local, vendo todas suas obras de arte eu chorei, emocionado por sua arte.

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Aqui temos algumas fotos obtidas no atelier, paredes galeria, móbiles, peças iluminadas, cores, formatos… arte pura!

Um dia, ao receber o desafio de projetar um restaurante para Casa Cor, fiz novo contato com Enrique e desta vez a resposta foi extremamente positiva. Pedi a ele se podia fazer alguma tela especial para expor junto ao meu trabalho e a resposta foi: “Quantas quiseres, do tamanho que quiseres!”. Nossa, que honra! Teria o enorme prazer de usar e abusar do trabalho de um artista a tempos admirado. Sem dúvida alguma era uma grata surpresa. Quem diria que aquela página de revista e um telefonema abriria uma oportunidade tão especial? Agora seria necessário fazer uma seleção, dentre todas suas coleções e obras qual a mais adequada. Por sugestão do próprio artista selecionamos a Wonder Forest, nome que acabou por batizar o ambiente.

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Já próximo da abertura da mostra, recebi em Porto Alegre, além do próprio artista (na foto logo acima, empoleirado entre seu trabalho), as sete grandes telas que soberanas estavam nas paredes do restaurante, o qual depois foi premiado como melhor projeto comercial de Casa Cor. Estávamos coroando uma relação de admiração, respeito, amizade e muita generosidade. Foi uma demonstração de quão forte é a paixão pela arte, sorte de ter a oportunidade de, além de admirar o trabalho, poder conviver com o artista. Hoje em dia, o chileno radicado em SP, Enrique Rodriguez é um grande amigo, uma pessoa admirável e um artista plástico invejável!

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A poucos dias, numa palestra de Bel Lobo, vi a famosa arquiteta discorrer sobre a grande influência que a arte (mesmo as instalações mais ousadas de Bienal ao redor do mundo) tem sobre seu dia a dia e seu trabalho como profissional. Foi muito bom saber que mais pessoas que lidam com criatividade e expressão artística permitem-se a ligar suas antenas e captar os bons sinais emitidos. Para mim a qualidade da arte está na maneira como ela toca as pessoas, no meu caso específico, na maneira como me vi capaz de admirar e de me aproximar daquilo que me inspirava e trazia uma ótima sensação de bem estar. Não sou crítico de arte, em absoluto! Mas quero sempre ser capaz de me apaixonar pela obra de alguém.

Nota do autor: Perdoem minha falta de “meias palavras” para falar deste artista, mas nossa amizade é muito maior do que minha imparcialidade.